ANDANDO COM DEUS
- Caroline Kruschewsky
- há 6 dias
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“Andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou para si.” (Gênesis 5:24) Imagine-se a caminhar por um cemitério antigo. Em cada lápide, você lê a mesma frase final: “e morreu”. De fato, essa é exatamente a sensação ao lermos (Gênesis 5). Visto que, é uma genealogia marcada pela inevitabilidade da morte, consequência direta do pecado de Adão. Lemos sobre Sete, Enos, Cainã, Maalelel… e, invariavelmente, a biografia de todos termina com a sentença fria: “e morreu”. No entanto, no meio dessa litania de mortalidade, surge um homem que quebra o padrão. Seu nome é Enoque. A Bíblia destaca algo extraordinário: ele andou com DEUS!
Antes de tudo, é crucial entender que andar com Deus não significa a ausência de dificuldades. Enoque não vivia em um mosteiro isolado; pelo contrário, ele era pai de família e vivia em uma sociedade perversa. “Aos sessenta e cinco anos, Enoque gerou a Metusalém. Depois que gerou a Metusalém, Enoque andou com Deus trezentos anos e gerou outros filhos e filhas.” (Gênesis 5:21-22) Nesse contexto da caminhada, observemos alguns pontos fundamentais sobre sua vida e fé em tempos sombrios: Houve uma decisão por mudança, o ambiente era hostil e a profecia no nome de Metusalém.
A paternidade muitas vezes despertará o homem para a responsabilidade espiritual. Além disso, a geração de Enoque era contemporânea do desenvolvimento da linhagem de Caim, marcada por violência, poligamia e rebeldia. Mesmo assim, ele não se conformou com este século. O nome Metusalém pode significar “quando ele morrer, virá”, ou seja, Enoque recebeu uma revelação do juízo vindouro (o Dilúvio) e isso transformou sua maneira de viver. Logo, a urgência do fim gerou santidade no presente. Assim, a lição aqui é clara: não precisamos de condições perfeitas para servir a Deus, mas de uma decisão irrevogável de que Ele é a nossa prioridade, até em meio ao caos.
O que significa “Andar com DEUS”? Nesse sentido, a expressão hebraica para “andar” (Halakh) implica um estilo de vida contínuo, e não esporádico. Mas o que caracteriza essa caminhada? “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?”(Amós 3:3) Para andar com Deus, Enoque precisou desenvolver características que, igualmente, precisamos hoje: Concordância (Acordo): Primeiramente, não podemos andar com Deus se discordamos de Seus caminhos. Enoque ajustou seu passo ao de Deus. Intimidade Diária e Constância: Sua comunhão era constante. Ele conversava, ouvia e desfrutava da presença de DEUS e manteve a chama acesa por três séculos.
O autor aos Hebreus nos dá uma visão privilegiada sobre a alma de Enoque. Antes de ser trasladado, ele recebeu, de fato, um testemunho. “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte… pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.” (Hebreus 11:5) Mas qual é o objetivo da nossa vida? Para Enoque, inegavelmente, era agradar a Deus. Isso nos leva a uma reflexão profunda: O Foco na Aprovação Divina, a Fé como Requisito e um Legado de Santidade. Consequentemente, o testemunho de Enoque ecoa até hoje. Ele nos ensina que é possível viver uma vida santa em um mundo impuro, se esse for o nosso maior desejo.
Portanto, a vida de Enoque é um espelho para nós. Andar com Deus significa assumir uma postura pública pela verdade. A intimidade com Deus no secreto deve produzir ousadia pública para proclamar a Sua justiça. O final da história de Enoque na terra é o mais misterioso e glorioso de todos. “Deus o tomou para si”. “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara…” (Hebreus 11:5) Ele não fez milagres grandiosos como Moisés ou Elias, mas fez o mais difícil: manteve-se fiel a cada dia, durante 300 anos. Que o nosso testemunho final, não seja apenas “e morreu”, mas sim “e andou com DEUS”, e DEUS o recebeu em glória!
Com amor e orações,
Caroline Kruschewsky

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