As vozes do mundo e a voz de Deus
- 4 de fev.
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No culto profético de nossa igreja local, ouvimos uma preciosa palavra alertando que, em 2026, haverá uma verdadeira “guerra de vozes”.
Precisamos considerar com seriedade aquilo que o Senhor tem nos falado.
Vivemos cercados por muitas vozes. Todos os dias somos impactados por palavras, opiniões, notícias, ideologias e sentimentos que disputam nossa atenção e tentam governar nosso coração.
O apóstolo Paulo reconhece essa realidade ao escrever:
1 Coríntios 14:10–11“Há, sem dúvida, muitos tipos de vozes no mundo; nenhum deles, contudo, sem sentido. Se eu, pois, ignorar [não conhecer/discernir] a significação da voz, serei estrangeiro para aquele que fala; e ele, estrangeiro para mim.”
Paulo afirma que nenhuma voz é vazia, mas nos alerta que nem toda voz edifica, direciona ou produz vida. No contexto desse texto, ele ensina que linguagem sem entendimento não comunica, não edifica e gera isolamento. Quando não compreendemos a voz que ouvimos, nos tornamos “estrangeiros”: perdemos clareza, comunhão e direção espiritual.
O problema, portanto, não é ouvir muitas vozes, mas não discernir qual delas deve governar nosso coração.
A boa notícia é que Deus sempre falou. Desde o princípio, Sua voz chama o homem para o relacionamento. Ele fala para orientar, corrigir, consolar e conduzir. Sua voz não traz confusão, mas paz; não gera medo, mas direção; não isola, mas restaura a comunhão.
Essa voz se manifesta com poder, autoridade e glória, revelando a vontade e o governo de Deus. E, em Cristo, Deus fala de maneira plena e definitiva. Ainda assim, essa voz poderosa também sabe falar de forma pessoal e íntima.
Foi assim com Samuel.
Em 1 Samuel 3, vemos que o menino ouvia a voz do Senhor, mas ainda não a reconhecia. Somente quando houve instrução, quietude e um coração disposto é que ele pôde responder:
“Fala, Senhor, porque o teu servo ouve.”
Essa contínua sendo a postura que abre espaço para a manifestação da presença de Deus.
Em meio ao barulho do mundo, Deus continua falando. A grande questão não é quantas vozes existem, mas qual voz estamos escolhendo ouvir.
Ao escolher ouvir a voz de Deus, caminhamos em direção à vida, à comunhão e ao descanso da alma. Assim, poderemos ser bem sucedidos em todas as coisas!
Que, em meio às muitas vozes que estarão em guerra, o nosso coração permaneça sensível para discernir e seguir a voz do Senhor.
Artigo escrito por: Lucas Kaufmman
Professor do Centro de Treinamento Bíblico Rhema
Ministro Verbo da Vida e na IEVV SP – Vila Leopoldina

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